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Os brasileiros começaram bem o Campeonato Mundial de Star de 2010, que tem sede no Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), neste sábado, na Baía de Guanabara. A dupla Robert Scheidt/Bruno Prada terminou em terceiro lugar, enquanto Torben Grael/Marcelo Ferreira ficou em quinto e Alan Adler/Guilherme de Almeida completou em sexto. A alemã Johannes Babendererde/Jacobs Timo venceu a regata de abertura, seguida da inglesa Iain Percy/Andrew Simpson, atual campeã olímpica. A segunda regata da série de seis será disputada neste domingo, a partir das13 horas, fora da Baía de Guanabara. A abertura do Mundial de Star não poderia ter sido melhor. Num sábado de sol forte e calor, as 73 duplas participantes de 19 países contaram com ventos constantes, variando de 10 a 12 nós de velocidade, predominantemente no sentido sueste. A raia foi montada entre o Aeroporto Santos Dumont e o Pão de Açúcar, num total de cinco pernas (trecho entre as boias) e de 10,5 milhas náuticas (cerca de 19,4 quilômetros). O terceiro lugar foi resultado muito nobre e mostra que tivemos um começo muito bom no Mundial. Os brasileiros de um modo geral foram bem e souberam tirar proveito do maior conhecimento da Baía, comentou Robert Scheidt, medalha de prata na Olimpíada da China, em 2008. Ainda teremos muitas regatas pela frente e muita coisa ainda vai acontecer. O importante é manter a regularidade. Torben Grael também estava satisfeito com a sua colocação, especialmente por ter tomado uma punição (deu um 720 graus, ou duas voltas em torno do eixo do barco), na segunda perna da regata. O veleiro rendeu muito bem. Vamos ver se a gente consegue manter a boa velejada nas demais regatas, disse Torben, eleito o melhor atleta de 2009 pela Federação Internacional de Vela (Isaf). Eu e o Marcelo participamos da Royal Thames e do Sul-Americano em novembro, mas não velejávamos juntos de Star desde o Europeu de 2007 e é normal sentir um pouco a falta de ritmo. O alemão Johannes Babendererde, que não estava entre os favoritos, também teve de pagar uma punição e mesmo assim venceu a regata. Tivermos sorte de escolhermos os melhores caminhos e de estar no lugar certo na hora certa, lembrou. No final, o Iain e o Robert estavam muito perto e não pudemos perder a concentração. Os argentinos Juan Kouyoumdjian e Alejandro Colla, que andaram na frente muito tempo, terminaram em quarto lugar. Outra boa surpresa foram os portugueses Gustavo Lima e Charles Nankin, que montou a primeira boia em segundo lugar acabou em sétimo. Foi a primeira regata de Star da minha vida e só posso ficar contente com o resultado, comentou o campeão mundial de Laser, que compete ao lado de um sul-africano naturalizado português. A competição, que reúne 11 campeões mundiais, não começou muito bem para algumas duplas. Lars Grael e Ronald Seifert, por exemplo, ficaram em 35º lugar, os norte-americanos George Szabo e Rick Peters, atuais campeões mundiais, terminaram na 54ª colocação, e os suícos Flavio Marazzi e Enrico De Maria, atuais líderes do ranking, foram apenas o 30º. Classificação da primeira regata do Mundial: 1- Johannes Babendererde / Timo Jacobs (ALE) - 1 ponto perdido 2- Iain Percy / Andrew Simpson (ING) - 2 3- Robert Scheidt / Bruno Prada (BRA) -3 4- Juan Kouyoumdjian / Alejandro Colla (ARG) - 4 5- Torben Grael / Marcelo Ferreira (BRA) - 5 6- Alan Adler / Guilherme de Almeida (BRA) - 6 7- Gustavo Lima / Charles Nankin (POR) - 7 8- Fredrik Loof / John Tillander (SUE) - 8 9- Eivind Melleby / Peter Pedersen (NOR) - 9 10- Ross Macdonald (CAN) / André Lekszycki (BRA) - 10 O Campeonato Mundial da Classe Star conta com o patrocínio da Banco do Brasil, Transpetro, Governo Federal, Gol Linhas Aéreas, Santa Constanza, Wollner e Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Lazer do Rio de Janeiro e tem organização do Iate Clube do Rio de Janeiro, da International Star Class Yacht Racing Association (ISCYRA), da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) e da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro (FEVERJ). |